terça-feira, 15 de junho de 2010

Últimos dias

É agora que temos que ter coragerm, não podemos vacilar nestes momentos!
Com frequências à porta temos que nos aplicar como "bons meninos" que devíamos ter sido ao longo do semestre.
As tentações são muitas? Sim é verdade! Mas se as ignorarmos por agora, só mais esta semana, pode ser que ainda possamos ser tentados por ela daqui a uns dias...
Luta luta camarada luta!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Na hora das despedidas

"Apesar das ruínas e e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A Força dos teus sonhos é tão forte,
Que tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias"
(Sophia Mello Breyner)

Quando li isto pela primeira vez não consegui compreender o que se quereria dizer... Parecia estranho, como se estivess mal construído, ou por outra, que fossem apenas devaneios de uma grande pessoa.

Tudo tem um significado, as ruínas, as mortes, os "adeuzes" (adeus em plural)...
Somos nós que lhes damos o significado que quisermos, podemos olhar para todas estas coisas más e tristes como elas são, não lhes conferindo qualquer nova forma de entendimento humano. A vida é para se descobrirem novas coisas, novos pensamentos, novas ideias, novos sentimentos. E se assim é, então, também podemos olhar para todas estas coisas más, como algo de bom, como uma hipótese de renascimento, o fim de um ciclo, a ordem natural das coisas, como o derradeiro passo de uma viagem fantástica.

Dos sonhos nascem memórias do que foi, recordações infinitas que nos levam a exaltar o que "perdemos".
Na realidade, se sonharmos assim nunca perdemos nada! Portanto, não existem ruínas, não há despedidas, tudo renasce em nós de cada vez que sonhamos em memória. Sim, Sophia, A Força dos Sonhos é verdadeiramente forte!

Sonhem acordados, sonhem a dormir, sonhem quando quiserem. Façam  das memórias que vos são queridas algo eterno e as vossas mãos nunca ficarão vazias.