sábado, 27 de novembro de 2010

Lomografia

O que uma máquina simples pode fazer é espantoso




Momentos, imagens, paisagens, o que vocês quiserem...

Só precisamos de imaginação.

Viva a "simplicidade" da lomografia

domingo, 14 de novembro de 2010

Quase memórias

Hoje estou velho, cansado, usado, com as formas que o teu corpo, o dela, os vossos me deixaram, moldaram.
Guardo em mim as memórias dos momentos que passaram tão fugazes quanto o tempo.
O tempo, essa coisa que apenas serve par nos gastar, para passarmos de novidade a simples objectos.
Lembro-me bem do dia em que me compraste. Ah! Que dia Feliz! Podias ter levado qualquer um dos meus irmãos, companheiros, mas, preferiste-me a mim. Nesse dia, sim, soube o que era ser feliz. Obrigado!
Levaste-me para casa...
Compraste-me uma capa, evitavas que os teus gatos arranhassem os meus braços. Elogiavas o meu conforto, dizias que eu era lindo, perfeito para a tua sala. Sempre que fazias jantar cá em casa eu era o verdadeiro anfitrião, a estrela da sala, todos os teus amigos se aninhavam em mim.
Trocaste carinhos e afectos, sexo, discutiste, argumentaste em cima de mim, Era o teu melhor amigo. Em todas as ocasiões ouvi, fiquei sempre do teu lado e quando precisavas de ser confortado eu estive lá para ti.
Com o passaro tempo, todos os bons e maus momentos que passámos juntos nada significaram para ti (por favor prova-me que estou errado). A minha capa começou a ficar com buracos. Sentia-me desprotegido e tu nada fazias. Começas-te a não ligar ao que os teus gatos faziam com os meus braços, as feridas abertas que não saravam, e tu nada dizias...
Começaste a olhar apara mim como algo gasto, velho, inútil, "objectificaste-me"! Tornei-me "coisa" em vez de legado, algo que deixarias aos teus filhos ou algo parecido. O teu pensamento agora voltava-se apenas para me trocares por outro. Na melhor solução para te veres livre de mim.
Hoje estou na rua, junto a um caixote do lixo, à espera que me venham recolher. Tenho frio...
Estranhos, vagabundos, drogados, aproveitam-se da minha breve passagem por este sítio maldito para se sentarem, dormirem, drogarem. Sinto-me como uma puta reles, onde todos passam, todos usam e eu nada posso fazer!
E nem por isto tudo te guardo rancor; nem por isso quero que caias numa sarjeta, só para te sentires tão sujo quanto eu; nem por isso desejo que não consigas dormir à noite só por sentires a minha falta.
Não posso! Não tenho esse direito! Vocês, pessoas mortais, simples, mudam  a vossa lealdade constantemente, nós somos diferentes, sempre leais ao nosso dono.
Somos diferentes, opostos.
No entanto foi essa mesma diferença que nos uniu neste tão curto espaço de tempo que partilhámos juntos.
Obrigado pelos momentos passados...
Espero voltar a ver-te quando reencarnar num candeeiro, num colchão. qualquer coisa que uses diariamente, qualquer coisa que tenhas sempre contigo...

(Ao que eu agora pergunto " Que móvel é este?)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Porquê Deus?

Perguntaram-me como é que continuava a acreditar na existência de algo superior depois de todos os argumentos em prova do contrário...


Novamente, olhemos para o percurso Histórico da Humanidade.


Na Pré-História, onde todos viviam a sua vida e se descobriu o fogo, a roda, a semente, a vida em família, etc.


Na idade Média, mesmo em todas as batalhas sangrentas (que eu condeno Deus a ter permitido) houve certos episódios de bondade, de pessoas que verdadeiramente foram boas e ajudaram o próximo, podemos basear-nos nas lendas que os descrevem (até porque estas têm sempre um fundo de verdade), podemos basear-nos nas crónicas da História, etc; para provar que estas pessoas existiram mesmo. Mesmo nestes tempos sangrentos, o Amor existia. Sentimento esse que é inspirado em Deus e que Deus permite a existência mesmo em tempos dificeis...


Com a chegada do Estado, do Capitalismo, Liberalismo, Revolução Industrial e todas essas invenções, surge um Estado que apesar de aumentar as diferenças entre individuos preocupa-se com o mais fraco, iniciativas estas que são defendidas por quem defende Deus...

Chegados ao sec XX e XXI, e com tantos maus exemplos de terrorismos, podemos salientar exemplos como Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Malcom X, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá, João Paulo II (este último poderá suscitar alguma polémica), Barack Obama (tem boas intenções), temos varíadissimos actores internacionais que nos mostram o caminho a seguir mesmo no meio de toda esta maldade, se não são inspirados por Deus ou algo mais, então porque quem são?




Porque não admitir que foi Deus que inspirou esses Homens a fazerem estas descobertas, estas tentativas, que os incitou a não desistirem quando não conseguiam perceber alguma coisa?
Talvez não se tenha manifestado enquanto Deus para os Cristãos ou como Alá para os muçulmanos, mas simplesmente como algo que inspira os Homens a atingirem o seu potencial...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Uma reflexão sobre a religião

(Ao longo de todo o texto peço que tenham em mente que eu sou Cristão)


Fé?
Deus?
Entidade superior?
Existe? E se existe, quem nos garante que essa mesma entidade seja boa, omnisciente, omnipresente?


Vejamos a História do Mundo...
Antes de qualquer religião ou igreja, no dito Estado-Natureza, o Homem primitivo fazia descobertas e ia "evoluindo", descobre a roda, aprende a usar o fogo, etc. Não tinha que pedir autorização a nenhum ser superior para fazer estas descobertas ou para ser feliz. As guerras nesta época serviam apenas para defender aquilo que era privado...
Não nego que homens como Jesus, Maomé, Buda, e todos esses que fundaram as religiões que hoje as pessoas seguem (exceptuando as Kabaldas e todas aquelas cenas maradas que as estrelas de Hollywood fazem) não tenham sido individuos fascinantes, influentes, dotados de uma visão e de uma esperançar para a Humanidade fora do normal.


A História avança. Surge o Estado, o Contrato Social, a Religião e a Igreja.
Se no inicio as Igrejas iam defendendo as crenças básicas de qualquer religião (o amor e o perdão), com o passar do tempo estas foram distorcendo a base passando quase a agir em nome próprio.

Na Idade Média, entramos na Idade das Trevas, porque o avanço cientifico foi quase nulo, uma vez que tudo o que fugia à regra era considerado bruxaria e a Inquisição aprisionava e executava "bruxas e feiticeiros".
Tivemos as Cruzadas, a "Guerra Santa", Cristãos contra Muçulmanos, uma Guerra onde milhares morreram e combateram em nome da entidade a que chamavam "Deus". Pergunto-me que tipo de "Deus" defende as batalhas entre Homens? Secalhar um "Deus" que não é assim tão bom, ou então, que fechou os olhos a todas estas batalhas...
Nos Descobrimentos, o Papa consentia com todos os comportamentos e acções tomadas pelos Estados, desde que isso representasse um maior número de cristãos. Assim, podemos considerar que o Papa, o representante máximo de toda a Igreja Cristã (que à época controlava todos os principes europeus)  concordava com esclavagismo, com desigualdade entre Homens, com o apropriamento de terras, etc etc. Novamente, só um "Deus"  não muito bom ou bastante distraído...

Chegada a Revolução Industrial, o Capitalismo, Liberalismo, a noção de Estado laico e soberano, um inicio da sociedade em que vivemos hoje.
Surge um Deus bom, permissivo à ciência, à descoberta, pareciam tempos de advento após tantos séculos em plena escuridão e ignorância...
Surge a imagem de um Deus bom, permissivo à descoberta e inovação. As coisas pareciam melhorar...
Talvez não, e este acto de bondade de Deus, que parecia que ia tirar a Humanidade da escuridão em que vivia à séculos foi uma "maçã podre", porque com toda a inovação deste período travaram-se duas Guerras Mundiais no sec.XX onde morrem milhões apenas por causa da ambição humana ou do sentimento de superioridade de algumas raças. Se Deus é bom e perfeito como é capaz de criar homens daqueles?

No sec.XXI os exemplos são tantos que não saía daqui nem amanhã.
Os atentados no Japão com gás Sarin no metro...
Na Tailândia, as facções terroristas e civis vão matando monges budistas que mal algum fizeram a quem quer que seja, que raio de "Deus" permite que os seus fiéis sejam mortos e não lhes permita defender-se ou os salve?
O fundamentalismo islâmico dá-nos variadissimos exemplos do que o que a distorção da religião faz.
Os fundamentalistas retiram algumas passagens do Corão para justificarem esta espécie de "Guerra Santa". Assim de acordo com os fundamentalistas o seu "Deus" recompensa, apoia e é uma maneira certa de chegar ao céu o extermínio de kafirun ou infiíes....
Madrid, Londres, Afeganistão, Paquistão, etc.
A guerra civil no Kosovo, a crise no Sudão.
O sangue do Ruanda ou da ex-Jugoslávia.
Onde estão essas tais entidades para prevenirem tudo isto?

Estes são apenas alguns exemplo que mostram como os deuses só podem estar loucos!
Melhor, não são bem os deuses, mas sim quem passa a sua palavra.
Assim, eu peço, oro rezo, para que  chegue alguém a este Mundo que fale em perdão, amor, reconciliamento,etc (mas que não seja morto: J.F Kennedy, Malcom X, etc).
Tudo aquilo que une as diferentes religiões...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Para a minha dedicada leitora

Auto-conhecimento

Este fim-de-semana tive oportunidade de pensar no significado disto. No para que servia, em que medida era importante na minha vida ou como me ajudaria a ser uma pessoa melhor...

Ao lermos "A Arte da Guerra" de Sun Tzu, podemos citar um ditado que nos explica a importância de nos conhecermos a nós mesmos:

"Se te conheceres a ti mesmo e ao inimigo ganharás todas as batalhas, se te conheceres a ti mesmo e não o inimigo por cada vitória sofrerás uma derrota, se não te conheceres a ti mesmo nem ao inimigo perderás todas as batalhas."

Portanto, conhecermo-nos garante-nos o alcançar dos nossos objectivos, dos nossos sonhos. Vamos estar sempre preparados para as batalhas porque vamos sempre saber as nossas reacções, podemos adaptar as situações adversas às nossas capacidades e virá-las a nosso favor.
Apenas temos que saber como reagiriamos a determinada situação e o porquê dessa mesma reacção...

Este é apenas um dos muitos propósitos do auto-conhecimento.
Convido-te a pensares no assunto e a descobrires mais.