terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ousem ser extraodinários

Já há algum tempo que não pensava em textos moralizantes, motivadores, quase excêntricos se preferirem. Mas ao ver um daqueles filmes tipicos de "domingo à tarde" realizei certas coisas, melhor, lembrei-me de certos aspectos do meu e certamente do vosso quotidiano que nem sempre tomamos atenção e isso está mal. E quando me refiro a vocês, refiro-me a todos, os tugas da imperial e do tremoço, dos caracóis, das conquilhas e ameijoas. Os tugas que mandam, os que obedecem e até mesmo aqueles que só sabem é reclamar, "treinadores de bancada"...

Nos últimos tempos só se houve falar em crises, dividas, em sermos maus pagadores, maus trabalhadores porque não produzimos nada e importamos quase tudo, etc. Depois surgem aqueles clips que todos já vimos a falar de um Portugal mágico, um reino cheio de verde, pessoas bonitas, moinhos, rios, mar. Um Portugal que produz, constrói, inova. Um Portugal com História e um Passado rico de histórias, lendas, mitos.
No que toca a pedirmos à fortuna alheia que tenha pena de nós e que nãos nos baixem o rating ou que nos emprestem dinheiro somos efectivamente os maiores e os videos ficam realmente engraçados.

O que é que isto tudo tem que ver com o filme de "domingo à tarde". Eu explico.
O filme no seu final tem uma frase que me cativou, o personagem principal (o Will Smith) diz para a sua conquista (Eva Mendez) :
-"E se bem não me chegar? E se eu quiser extraordinário?"

É aqui que eu quero chegar.
O nosso problema é que fazemos as coisas apenas para ficarmos bem, nunca apontamos ao extraordinário, àquele bocadinho extra, secalhar um pouco mais dificil mas que se chegarmos lá ficaríamos imensamente mais felizes, melhores conosco mesmo.
Naqueles videos em que vemos o Portugal dos Descobrimentos, das Conquistas, um Portugal global e globalizador, temos que pensar. "O que é que esses tugas tinham de diferente do tuga de agora?" Tinham exactamente esse desejo de excelência, de descoberta, de serem extraordinários, de serem curiosos o suficiente para ir mais além do "bom". Se Bartolomeu Dias tivesse chegado ao Cabo das Tormentas e tivesse dito "Ah tá bom" e tivesse ficado por ali não teríamos descoberto o caminho maritimo para a India, a China, Timor, etc.
Não tou a dizer que todo o tuga de hoje aceita o mediano, o bom. Temos os tugas da EDP que gostam de apostar em coisas diferentes, não se ficaram apenas por umas barragens ou por duas ou três hélices da energia eólica. Investiram, investigaram e agora têm resultados.

O que eu quero dizer com isto meus amigos tugas é que todos nós precisamos de investir em nós, no Portugal que nós queremos ter. E para isso não podemos ser medíocres, não podemos ser bons.
Temos que ousar ser extraordinários, temos que querer o extraordinário. Temos que ousar desafiar-nos todos os dias, temos que nos melhorar todos os dias.

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