sexta-feira, 7 de maio de 2010

Uma Ode às Mulheres

Matem-me aqui e agora!
Demorem o vosso tempo a ver-me definhar.
Tudo em vós me intoxica. Cabelos, olhos, olhares, mãos, pés. Transbordando sensualidade e sexualidade me matam.
Mulheres!
Mães, irmãs, amantes, ASSASSINAS...
Levem-me à loucura, levem-me para um asilo como se vossa casa fosse.
Dêm-me abrigo, consolem-me, aturem-me! Sou vosso agora, fui vosso ontem, serei vosso amanhã...
Mulheres!
Não peço a eternidade, apenas tempo. A vida é algo tão esguio que apenas serve para ser partilhada.
Dêm-se, partilhem com quem vos quer um pedaço do vosso feminino, da vossa loucura, do vosso veneno.
Morro lentamente de cada vez que vos toco, que vos vejos, sinto e experimento. Morro... Quando enlouqueço. Morro... Quando vos tenho a meu lado.
Prefiro que me matem, pois só assim vivo.

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