Hoje sento-me e procuro-te.
Procuro-te nesta imensidão de outros grãos que se assemelham a ti.
Hoje sento-me e procuro.
Procuro um grão especifico no meio de milhões iguais a ele.
Hoje sento-me e vejo.
Vejo que o vento entrou de rompante, levou-te para lá, para longe ou talvez cá tenhas ficado. Já não sei. São tantos iguais a ti e a chamarem por mim.
Hoje sento-me e sou cego.
Não te consigo ver. Talvez pelas lágrimas que correm minha face, se for por isso então sei que estás em mim, a meu lado, dentor de mim.
Hoje sentei-me e tornei-me duna.
Uma montanha de pequenos grãos, todos parecidos contigo. Chamam por mim.
Mas eu só te quero a ti.
Levanta-te e encontra-me.
ResponderEliminarLevantei-me. Olhei à volta e tudo o que vi foi a imensidão do deserto. Milhões de grãos de areia que se pareciam contigo mas nenhum deles eras tu. Levantei-me, chamei por ti e não respondeste. Pergunto-me onde estás, se é que estás, para te poder encontrar e seguir. Levanta-te comigo, chama também por mim para que nós possamos encontrar,
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